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Fabricio Carpinejar

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Live PROCON DO AMOR - consultório sentimental nesta terça (23/7), às 20h, no Instagram.

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CULPA DO TAMAGOTCHI Fabrício Carpinejar Nao poderia prever: aquele brinquedinho inofensivo japonês que a minha filha não soltava na segunda metade dos anos 90 era uma preparação para a dependência digital. Ela era uma criança e já estava sendo formatada para o monopólio do celular. Estava sendo condicionada para a dependência. Para nunca mais largar um aparelho, a ficar 24 horas monitorando as redes sociais ininterruptamente. Não percebi a teoria da conspiração. Não antevi a catástrofe numa época de internet discada e de telefones portáteis do tamanho de um capacete. Sugeria ser apenas um chaveirinho simpático e colorido capaz de distrair os filhos por algumas horas. Quando dei de presente, não poderia identificar a lobotomia em curso, os primórdios da hipnose, o início da massificação mental de uma geração. Entrava em curso uma alienação coletiva, que pretendia cooptar os pequenos para que se transformassem em adultos viciados em tecnologia. Foi uma escola secreta de servidão online. Tudo começou com tamagotchi. Os filhos almoçando e jantando com o celular é culpa do tamagotchi. Os filhos não ouvindo mais nada do que os pais aconselham é culpa do tamagotchi. Os filhos caminhando e digitando, de cabeça baixa, podendo ser atropelados, é culpa do tamagotchi. Os filhos irritados com o fim da carga e procurando desesperadamente uma tomada é culpa do tamagotchi. Os filhos entrando em pânico com a tela escura (como vou chamar um carro? Como vou telefonar para pedir ajuda? Como vou sair daqui?) é culpa do tamagotchi. Aquele animalzinho de estimação virtual, com pilhas intermináveis, transformou os nossos meninos e meninas em ansiosos inveterados. A partir de um relógio, a motivação do brinquedo consiste em cuidar do bichinho como se fosse real, oferecendo-lhe carinho virtual, papinha virtual, banho virtual. Para quem não se lembra, você se tornava mãe ou pai de um serzinho imaginário. Testemunhava o seu nascimento, providenciava alimentação, preparava o sono, fornecia remédios e não deveria se distanciar jamais dele sob o risco de morrer. A morte era brutal, com um apito desenfreado até apagar a bateria. Leia a coluna na íntegra em @gauchazh

Querida leitora, Apesar de tudo o que há de bonito em você, também faz parte da relação tóxica dele. Não percebe agora pois se encontra apaixonada. E a paixão junta as migalhas deixadas na mesa como se fosse um pão inteiro. Não tem como passar manteiga na migalha. É pouco para brilhar. Ser amante dele vem o inspirando a duplicar a vida e não enfrentar o desgaste e o estresse do relacionamento. Ele vive na impunidade da mentira e da traição. Por que ele não encerra um romance já que está sendo tão infeliz? O que o impede? Nada! São só explicações subjetivas, esvaziadas de fatos. Não se vê nenhuma arma na cabeça o obrigando a seguir o que não quer. Ele, portanto, escolheu essa situação cômoda, mantendo em você uma mãe para chorar e dar colo e uma companhia saudosa para buscar o prazer. Deve voltar para casa muito mais relaxado. Desconfie das lágrimas dele. São reflexos de culpa, não da sinceridade. Não existe como fingir que a intimidade é uma maravilha quando alguém está sendo passado para trás. Gostaria de estar no lugar da namorada corneada? É egoísmo. Mesmo que não tenha ciúme. Dividir momentos com ele, em vez de apressar o fim do namoro, garante a inércia. Ele não precisa decidir, aproveita os dois mundos e as duas mulheres ao mesmo tempo. A namorada continua com ele porque não sabe o que está acontecendo, e você fica com ele porque aceita tudo. Perfeito embuste social, ele desfruta de um harém à sua disposição, sem sofrer ameaça e pressão de ambas as partes. A permissividade (que pode chamar de paixão) é uma armadilha para oferecer mais e mais para um homem que não tem como retribuir nem com o mínimo: a verdade. Abraço, Fabrício Carpinejar

VAR DA TORCEDORA Fabrício Carpinejar O preconceito é teimoso. Só falta pedir VAR da agressão sofrida pela torcedora gremista no Beira-Rio, no empate entre Inter e Grêmio de sábado (20/7), para alegar que foi simulação da vítima. É indiscutível que uma sócia colorada puxou a camiseta tricolor da mãe acompanhada de seu filho. É indiscutível que houve empurrões e tapas. É indiscutível que um grupo da torcida do Inter cercou e intimidou a gremista e a deixou sem defesa. É indiscutível a coerção e a subtração do objeto de alguém. É indiscutível o ato de agressão. Não vamos grenalizar a violência, querendo amenizar o lado de quem errou e culpando a vítima. A mentira não traz três pontos. Agora circula a boataria de que ela estaria provocando com cântico antes da emboscada que sofreu. Menos!, não existe desculpa parcial. Ou é ou não é. Decida-se, meu Inter. A vítima não é co-responsável. O que vem acontecendo é uma amostra da misoginia do futebol. Culpa-se a senhora por não se encontrar na área reservada da torcida do Grêmio, induzindo que ela foi imprudente e que provocou o abuso. É o mesmo que dizer que quem foi estuprada é culpada porque estava de minissaia e facilitou. Não importa se a cena lamentável aconteceu no Beira-Rio ou na Arena. Aconteceu, não é uma hipótese: uma criança viu a sua mãe ser sacudida e interpelada por estranhos. Uma criança chorou de impotência diante da agressividade inesperada. Quero entender essa teoria maluca de que ela pôs o seu menino em risco e não poderia empunhar o emblema de seu time nas cadeiras do oponente. Então, o Inter admite que a nossa torcida é violenta, e que não foi uma exceção, isso? Qualquer um fardado com o símbolo e as cores do rival que entrar na arquibancada colorada será insultado e massacrado? Que existe risco de vida torcer vestido de um jeito contrário? Que ali não há pessoas educadas e civilizadas, respeitosas e compassivas, mas animais selvagens e famintos numa jaula, prontos para um ataque? Melhor colocar logo uma placa na entrada do estádio: “Não nos responsabilizamos pela segurança dos torcedores adversários ou por itens de valor levados por eles”. Publicado no jornal Zero Hora, @gauchazh, 22/7/19

Jornal Zero Hora, p. 2, Informe Especial. Porto Alegre (RS), 22/07/2019

NÃO ME REPRESENTA Fabrício Carpinejar A torcedora do Grêmio não estava no setor reservado para a torcida adversária no Beira-Rio, no Grenal desse sábado (20/7). Sua localização não correspondia a uma leviandade, mas sinal de confiança na civilidade e segurança do Campeonato Brasileiro. Torcedores colorados foram em cima dela arrancar a camiseta tricolor que ela brandia como uma bandeira. É um equívoco entender que ela provocou, apenas torcia, feliz. Gritava o amor que tem pelo seu clube, num clássico que comemora 110 anos. Ela não significava uma ameaça, encontrava-se sozinha naquele setor. Não incomodava ninguém. Talvez quisesse se exibir para o seu filho. Só não se fingia de morta no estádio do oponente, só isso. O que não é nenhum erro letal. Sempre valorizamos e inspiramos a presença da família nos jogos. O vídeo que registra a gremista sendo humilhada por uma seguidora do Internacional, que tinha no pescoço o irônico cachecol com a palavra “Antifascista”, demonstra que não evoluímos na paz do futebol. Rivalidade não é truculência. Rivalidade não é ódio. Rivalidade não é extremismo. Rivalidade não é briga. Ela foi passear com o seu menino no final de semana. Vamos respeitar as crianças com as suas mães. Temos a obrigação de defender os nossos pequenos. Sou colorado, mas sou, antes de tudo, pai. E como diz um dos hinos do meu time: “Papai é o Maior”. O filho testemunhou um linchamento. O filho tentou defender a sua mãe de socos e empurrões. O filho chorava. O filho não entendia tamanha brutalidade. O filho terá medo de voltar ali. O filho se desesperava pedindo ajuda enquanto um bando se divertia e vibrava com a cena. Dentro da educação, existe algo que nunca pode ser perdido, sob a pena de nos tornamos criminosos e selvagens: a compaixão. A agressão é uma prova de fanatismo burro e inconsequente. Não me representa.

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